
O turismo está a atravessar uma transformação estrutural. Já não basta perguntar “para onde vamos?” – a verdadeira questão é “porquê?”. O Relatório Global de Tendências 2026 da Hilton confirma o surgimento da “whycation”, viagens motivadas por descanso, conexão emocional e pertença. Dados como os 56% que procuram renovação interior ou os 84% de famílias que desejam menos ecrãs refletem um turista que valoriza autenticidade e simplicidade.
A McKinsey já apontava este caminho: viajar tornou-se um investimento pessoal, mais importante para muitos jovens do que adquirir bens materiais. A personalização e o valor afetivo da experiência são agora decisivos.
Portugal destaca-se nesta nova era. Somos um país que acolhe com alma, onde gastronomia, paisagem e hospitalidade criam laços reais. Porém, o desafio é claro: o setor precisa apostar em significado, confiança e talento humano — aquilo que transforma uma viagem numa memória para sempre.
A “whycation” não é tendência passageira; é um regresso à essência do viajar. E Portugal tem tudo para liderar esta mudança.
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